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Notícias do Setor

24/06/2016  O poder nas mãos do povo - Edição 16/2016


 O Poder nas Mãos do Povo

 Sujeito com grave enfermidade no esôfago - provocada pelo cigarro, segundo avaliação dos profissionais médicos - sofreu muito, com dores insuportáveis e outros sintomas, que impediam a alimentação normal e qualquer tipo de atividade. Após tratamento em hospital especializado, submeteu-se a cirurgia e, aos poucos, retomou as atividades. Após breve período, tudo voltou ao normal. Não obstante a competência dos profissionais da saúde, o sujeito teve muita sorte, pois essa doença é difícil de ser tratada e deixa seqüelas irreparáveis.

Após uma pausa com o cigarro, ele voltou ao vício, fumando desenfreadamente, mais ainda do que no período que antecedeu a doença. 

O que aconteceu a ele cada um conclua como quiser. 

Narro esse fato para mostrar que o Brasil está imitando o fumante inveterado. Antes de 1964, a situação era parecida com a de hoje. Corrupção, desmandos, greves, revolta de estudantes, colapso na saúde, nos transportes, na segurança pública, na educação, conchavos políticos, invasões de propriedades privadas e uma série absurda de eventos que feriam a democracia. O povo brasileiro clamou por intervenção militar, ocorrida em 31 de março de 1964. Congresso fechado, eleições indiretas, políticos cassados e exilados, repressão violenta e a democracia por água abaixo. 

Após muito sangue derramado, muita luta por verdadeiros brasileiros, muita negociação, o povo voltou às ruas exigindo as “diretas já”, que acabou acontecendo e chegou ao o fim do poder militar. 

Observem que na intervenção e no fim do militarismo o povo foi o grande responsável. Manifestou-se ordeiramente e obteve o que desejava. 

Nós nada aprendemos com aquele período difícil e, como o fumante, voltamos ao vício. Ao vício da imoralidade, das roubalheiras, dos apadrinhamentos, das mentiras, das falcatruas, da falta de ética. Tudo isso com muito mais vigor, pois fumávamos dois maços por dia e agora, no mínimo, quatro. E não são vícios de um ou dois partidos, praticamente, a situação é generalizada. O processo político de coalizão é que leva a esse caos. 

O Brasil está quebrado, os Estados também; o povo sofrendo e sem perspectivas de melhora. Cada dia um novo escândalo, a maioria envolvendo o Governo interino e o Governo afastado. 

Alguns renomados afirmam que a situação é grave, porém, as Instituições estão sólidas. Será? Quando a Justiça cassa o mandato e a presidência do Eduardo Cunha, não é clara intervenção de um poder em outro? Quando o Janot pede a prisão do presidente do Senado, de um senador e de um ex-presidente, as Instituições não estão sendo desrespeitadas? Não que faltem motivos, mas normas são normas. Em Curitiba muitos empresários graúdos estão ou ficaram presos, porém, políticos de renome envolvidos até o pescoço na lava jato estão soltos. Por que será? A solidez das Instituições? 

O povo brasileiro, quando sem saída, é capaz de tudo, até mesmo de pedir, mais uma vez, a intervenção das Forças Armadas, não para dar golpe, mas, simplesmente, para botar ordem na casa. 

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