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Notícias do Setor

12/02/2016  Não há luz no fim do túnel... Edição 05/2016


Não há luz no fim do túnel... 

Todos devem se lembrar do tempo em que se dizia “o ano começa depois do carnaval”. Hoje quem se arrisca a afirmar que 2016 está começando de verdade? 

Estamos passando por uma das mais graves crises que o País já enfrentou. Só o Governo consegue declarar que a tempestade vai acalmar, com base em números distantes da realidade e sem o reconhecimento de que estamos de fato enfrentando as conseqüências da má gestão pública. Fato é que não temos saída. Precisamos seguir em frente e encontrar mecanismos para sobreviver a esta grave turbulência. 

Alguns setores apostam no câmbio como um fator favorável à reversão do mercado. Com a alta do dólar, o consumidor pode voltar a preferir os produtos fabricados no Brasil acreditam os líderes dos setores têxtil e calçadista, por exemplo. Mas e para nós, papeleiros, o que significa a elevação cambial, já que celulose e papel são commodities com preços regulados pelo mercado internacional? 

Em 2015, os índices de reajuste do preço do papel giraram em torno de 12% e, neste mês de fevereiro já se praticam índices superiores a 24% para alguns tipos deste produto. Não temos alternativa a não ser repassar este índice altíssimo de preços aos gráficos e convertedores; o impacto segue em cadeia, com elevação do custo de cadernos, livros, revistas, embalagens, etc. e, na sequência, o repasse ao consumidor final. A retração é inevitável. 

Vale registrar que a importação não é alternativa para papeleiros, visto a elevada alíquota do imposto de importação. 

Como a sociedade lidará com esta situação? Mesmo considerando os muitos atributos sustentáveis do papel, a mídia digital avançará mais ainda; serão estudadas alternativas às embalagens; o tissue continuará com consumo concentrado em determinadas regiões do país e possivelmente ganhará a preferência do consumidor produtos menos nobres e mais baratos e a cultura, mais uma vez, será relegada a segundo plano, com tiragens menores de livros, jornais e revistas de todos os tipos. Minha gente, que mundo triste estaremos construindo sem o papel, que não perderá seu status de agente de educação e cultura, mas que se tornará proibitivo pelo custo. Você ainda guarda seu convite de formatura, casamento? Guarde mesmo, este convite pode se transformar em relíquia em pouco tempo. 

Esta é a nossa realidade. Não temos nem mesmo o direito de pensar em retomada. Olhe bem para o futuro e veja se enxerga luz bem no final do túnel. Para nós, papeleiros, o ano talvez comece após o carnaval de 2017 ou sabe-se lá quando. O futuro Deus pertence. 

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